Escleroterapia com espuma: tratamento eficaz e seguro para varizes

As varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem principalmente nos membros inferiores e afetam milhões de pessoas em todo o mundo. Elas podem causar desconforto estético e sintomas como dor, sensação de peso nas pernas, inchaço e cansaço. Quando não tratadas, podem evoluir para quadros mais graves, como úlceras varicosas ou tromboflebites. Para tratar esse problema de forma minimamente invasiva, a escleroterapia com espuma surge como uma alternativa moderna, eficaz e segura.

Na Clínica Colli, a escleroterapia com espuma é realizada por especialistas com ampla experiência em doenças vasculares. O tratamento é indicado a partir de uma avaliação detalhada e personalizada, respeitando as condições clínicas, os objetivos do paciente e o grau de comprometimento venoso.

O que é a escleroterapia com espuma?

A escleroterapia com espuma é uma técnica utilizada para tratar varizes e veias reticulares por meio da aplicação de uma substância esclerosante transformada em espuma densa. Essa espuma é injetada diretamente dentro da veia doente, provocando uma reação inflamatória controlada que leva à oclusão do vaso, sendo posteriormente reabsorvido pelo organismo.

A técnica é considerada uma evolução da escleroterapia tradicional líquida, pois permite maior contato da substância com a parede da veia, com resultados mais rápidos e eficientes, especialmente em vasos calibrosos.

Como a espuma é produzida?

A espuma é obtida misturando-se o líquido esclerosante (geralmente polidocanol ou glicose hipertônica) com ar ambiente ou dióxido de carbono, formando uma microespuma consistente. Essa espuma é mais estável do que o líquido puro e se espalha melhor dentro da veia, promovendo seu fechamento com maior eficácia.

A técnica utilizada para gerar a espuma é conhecida como método Tessari, que consiste na passagem rápida do líquido entre duas seringas conectadas por uma válvula, criando bolhas finas e homogêneas.

Para quem a escleroterapia com espuma é indicada?

O tratamento é indicado para pacientes que apresentam:

  • Varizes de pequeno e médio calibre;
  • Veias reticulares e telangiectasias associadas a microvarizes;
  • Varizes residuais após cirurgia ou outras escleroterapias;
  • Recidivas varicosas em áreas difíceis de acessar com cirurgia;
  • Contraindicação ou recusa à cirurgia convencional.

Também pode ser utilizada como terapia complementar à cirurgia ou ao endolaser, com o objetivo de eliminar vasos remanescentes e melhorar o resultado estético.

Quais são os benefícios da escleroterapia com espuma?

  • Procedimento ambulatorial, sem necessidade de internação;
  • Não requer anestesia ou cortes;
  • Recuperação rápida e retorno imediato às atividades cotidianas;
  • Tratamento eficaz mesmo em veias calibrosas ou tortuosas;
  • Pode ser repetido conforme necessidade terapêutica;
  • Melhora estética e funcional dos membros inferiores;
  • Baixo custo em comparação com métodos cirúrgicos.

Esses benefícios tornam a técnica uma excelente opção para pacientes que desejam tratar varizes com segurança e conforto, sem afastamento prolongado do trabalho ou da rotina.

Como é realizado o procedimento?

O paciente é posicionado confortavelmente, geralmente em posição semi-reclinada. A veia a ser tratada é identificada clinicamente ou com o auxílio de ultrassom Doppler. Em seguida, a espuma é injetada diretamente no vaso por meio de uma agulha fina, com controle visual ou ultrassonográfico.

A aplicação é rápida e pode causar uma leve sensação de ardência ou calor local, que desaparece em poucos minutos. Após o procedimento, o paciente pode permanecer em observação por um breve período e é liberado com orientações específicas.

Em alguns casos, é indicado o uso de meias de compressão elástica para potencializar os resultados e reduzir a chance de recanalização do vaso tratado.

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia de acordo com a extensão e quantidade de vasos a serem tratados. Em média, são necessárias entre duas e cinco sessões, com intervalos semanais ou quinzenais.

Cada sessão pode tratar uma ou mais veias, dependendo da resposta do organismo e do volume de espuma aplicado. O acompanhamento médico regular permite ajustar o protocolo conforme a evolução clínica e estética do paciente.

Quais são os cuidados após a escleroterapia?

Embora seja um procedimento simples e seguro, a escleroterapia com espuma exige alguns cuidados após a aplicação para garantir melhores resultados e evitar complicações:

  • Caminhar por pelo menos 20 minutos logo após o procedimento;
  • Utilizar meias elásticas de compressão por cinco a sete dias, conforme orientação médica;
  • Evitar exposição solar direta nas pernas nos primeiros 15 dias;
  • Não realizar exercícios físicos intensos nas 48 horas seguintes;
  • Evitar banhos quentes e saunas nos primeiros dias;
  • Não massagear ou coçar a área tratada.

Pequenos hematomas, coceiras ou manchas podem surgir, mas são efeitos temporários que desaparecem com o tempo. Em alguns casos, pode haver endurecimento localizado, que tende a regredir espontaneamente.

A escleroterapia com espuma dói?

A dor durante o procedimento é mínima. A maioria dos pacientes relata apenas uma leve ardência ou pressão na região da aplicação, que dura poucos segundos. Como não há cortes ou anestesia, o desconforto é significativamente menor do que em procedimentos cirúrgicos.

Em casos de maior sensibilidade, pode-se utilizar anestésicos tópicos ou técnicas de resfriamento para aumentar o conforto do paciente.

Quais são os riscos ou efeitos colaterais?

Apesar de ser segura, a escleroterapia com espuma pode apresentar algumas reações adversas em casos raros, especialmente quando realizada sem o devido preparo técnico. Entre as possíveis complicações estão:

  • Tromboflebite superficial;
  • Manchas hiperpigmentadas temporárias;
  • Reações alérgicas ao esclerosante (muito raras);
  • Dor local prolongada;
  • Formação de microbolhas visuais temporárias (em casos excepcionais).

A escolha de um profissional habilitado, o uso de substâncias aprovadas pela Anvisa e a correta técnica de aplicação minimizam significativamente esses riscos.

Quanto tempo duram os resultados?

Os resultados da escleroterapia com espuma são duradouros, mas não definitivos. O vaso tratado é fechado e eliminado pelo organismo, mas novos vasos podem surgir com o tempo, especialmente em pacientes com predisposição genética, sedentarismo, obesidade, gestação ou longas horas em pé.

Por isso, o acompanhamento vascular contínuo e a adoção de hábitos saudáveis são fundamentais para manter os bons resultados do tratamento.

Existe contraindicação?

A escleroterapia com espuma não é recomendada para:

  • Gestantes ou lactantes;
  • Pessoas com alergia conhecida ao esclerosante utilizado;
  • Pacientes com trombose venosa profunda recente;
  • Casos de infecções ativas na pele da região tratada;
  • Portadores de doenças autoimunes graves sem controle.

A avaliação médica é essencial para garantir a segurança do procedimento e a escolha do melhor protocolo para cada paciente.

Varizes tratadas com leveza, técnica e segurança

A escleroterapia com espuma representa um avanço importante no tratamento das varizes, permitindo eliminar veias doentes com precisão, conforto e resultados altamente satisfatórios. O procedimento é rápido, seguro e não exige internação ou afastamento prolongado das atividades diárias.

Na Clínica Colli, a aplicação é feita com excelência técnica, tecnologia de apoio e acompanhamento cuidadoso, garantindo que cada sessão traga não apenas benefícios estéticos, mas também alívio dos sintomas e melhoria da qualidade de vida. Agende sua avaliação e descubra como a escleroterapia com espuma pode transformar sua relação com as pernas de forma leve, eficiente e definitiva.